OFTALMOLOGIA
por:
Carlos Augusto Moreira
Rubem Nogueira de França
A especialidade médica de Oftalmologia desenvolveu-se tardiamente no Estado do Paraná, como de resto, eram muito pouco desenvolvidas a economia e as condições sociais. O povoamento se restringia ao litoral e aos planaltos de Curitiba e dos Campos Gerais, onde, além da Capital e de Paranaguá, existiam somente pequenas cidades, nas rotas das tropas que transitavam entre o Rio Grande do Sul e São Paulo.
Até o fim do século XIX eram os clínicos e os cirurgiões gerais que praticavam uma Oftalmologia primária e que continuou a ser vivida no interior do Estado até início do século XX. Na segunda e terceira décadas dos anos 1900 surgiram em Curitiba em Ponta Grossa os primeiros oftalmotorrinolaringologistas. Podem ser citados nesse grupo Julius Szymanski, Leônidas do Amaral Ferreira, Carlos Estrella Moreira, Celso do Amaral Ferreira e Saul Chaves, em Curitiba, e Joaquim de Paula Xavier, em Ponta Grossa, este, durante muitos anos, o único no interior paranaense. Cabe dar atenção especial à figura de Julius Szymanski, um expoente da Oftalmologia e de quem nos referiremos com maior vagar.
Julius Szymanski
Nascido em Kielce, Polônia, em 1870, diplomou-se “Com Exima Laude” em 1896, pela Faculdade de Medicina de Kiev, na Ucrânia, tornando-se, logo depois, assistente da Clínica Oftalmológica da mesma faculdade. Foi médico da Marinha Comercial Russa, participando da expedição à Kamtchatka, na Sibéria Oriental, trabalhando posteriormente como médico oculista na construção da ferrovia West China, através da Mandchúria.
Regressou à Europa em 1900, indo servir como Assistente Voluntário na Clínica do Professor Fuchs, em Viena, onde conheceu J. Britto, que, mais tarde, viria a ser professor da Faculdade de Medicina de São Paulo. Indo à Paris, Szymanski especializou-se, nos anos de 1902 e 1903, nas Clínicas de Galezowski, Landolt, De Lapersonne e Terrien - os mais proeminentes mestres da Oftalmologia da França, na época.
Já em Túnis dedicou-se ao estudo do tracoma e, a seguir, em Barcelona, buscou conhecimentos mais aprofundados sobre a cirurgia de catarata. Voltando à Paris cursou a Escola de Ciências Sociais do imigrante russo, Professor Maxim Kowalewski. Retornou à Polônia e organizou em Minski Litowski uma clínica móvel de combate ao tracoma.
Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, em 1905, foi convocado como médico militar e enviado ao “front” em Vladivostok. Tomou parte da revolta dos soldados russos contra o absolutismo czarista e, fugindo da expedição punitiva do General Zakomelski, emigrou, através do Japão, para a América do Norte, radicando-se em Chicago, onde existia grande colônia polonesa e ucraniana. Nessa cidade revalidou seu Diploma de Médico e abriu consultório, logo assumindo posição de liderança, entre seus compatriotas, quando foi diretor de um jornal, denominado, “Dzeinnik Ludowy” e organizou a University Extension para seus patrícios. Logo depois foi convidado a lecionar, como assistente, no Ruch Medical College, filiado à Rockefeller University, tornando-se auxiliar clínico dos professores Northon e Ballenger.
Casou-se naquela cidade dos Estados Unidos, porém devido ao clima excessivamente frio de Chicago, resolveu transferir-se para o Paraná, em 1912, onde já havia um núcleo de antigos companheiros de luta pela liberdade da Polônia, fugidos do jogo dos czares.
Em sua biografia escrita de próprio punho, aos 84 anos de idade, consta o seguinte: “Logo acostumei-me, achando o clima do Paraná suave e bom e a gente generosa, que me aceitou amigavelmente”.É interessante observar como um profissional com tantos títulos e expoente da classe tenha se radicado no Paraná de então, mais precisamente em Araucária, que não passava de um lugarejo de colonos dedicados à agricultura.
Com pequena herança, recebida da Polônia, construiu em Araucária um sanatório para doenças de olhos. Passou a I Guerra Mundial no Paraná, onde nasceram seus dois filhos: Julio Pinior e Constantino Leszek – este último se tornou também oftalmologista e clinicou em Cascavel até seu falecimento.
Em 1916 revalidou seu diploma de médico e no mesmo ano foi convidado para ensinar na cadeira de Oftalmotorrinolaringologia da Universidade do Paraná, inscrevendo-se no primeiro concurso para preenchimento da cátedra no Concurso de Medicina. Em novembro, apresentando a tese “Contribuição para o Estudo das Tonsilas” foi aprovado e eleito catedrático.
Em 31 de janeiro de 1917, Szymansi foi empossado como 1 Lente Catedrático da Clínica Oftalmológica e Otorrinolaringológica. Nesse mesmo ano a cadeira foi desdobrada em Clínica Oftalmológica e Clínica Otorrinolaringológica, ambas regidas por Szymanski. Exerceu a cátedra de Clínica Oftalmológica durante os anos de 1918 e 1919. Durante este período escreveu três livros didáticos de Oftalmologia, pois nada havia, em língua portuguesa, para o estudo da especialidade.
Publicou “Resumos das Lições de Oftalmologia”, repositório de suas aulas na Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná. Com prefácio adotado de outubro de 1919, lançava a obra “Oftalmologia para Estudantes”, edição ampliada dos resumos anteriores e, em maio de 1920, era publicada a versão polonesa “Okulistica W Skroceniu” de seu livro.
Quando da publicação de “Oftalmologia para Estudantes”, Szymanski escreveu no prefácio: “Este trabalho simboliza um adeus de despedida, por motivo de regresso do autor à sua pátria ressurgida – a Polônia. Representa ele, uma dívida de gratidão ao povo brasileiro, em cujo seio o autor viveu sete anos felizes, cercado de inequívocas manifestações de amizade e consideração.
Retirando-se do Brasil, manifesta, antes de tudo, a certeza de que leva no seu coração o amor a esse grandioso país, cavalheiresco e nobre, cuja prosperidade crescente sempre desejou e deseja, e aí deixa neste trabalho, como uma prova de reconhecimento, sua alma sempre amiga do Brasil”.
Publicou 126 trabalhos em vários idiomas, em revistas polonesas, brasileiras, americanas, inglesas, francesas e alemãs. Retornando à Polônia, em 1920, Szymanski solicitou exoneração de seu cargo de Lente Catedrático, tendo sido posto em disponibilidade pela Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná.
Na Polônia, após seu regresso do Brasil, ocupou altos cargos políticos, como senador e presidente do Senado. Ao término de sua carreira política, foi Professor da Clínica Oftalmológica da Universidade de Wilno, onde lecionou durante 15 anos, até ser aposentado aos 65 anos, em 1935.
Sempre teve muito orgulho do título de Catedrático da Universidade do Paraná, que fazia constar em todos os seus trabalhos. Durante a II Guerra Mundial perdeu todos os seus bens e retornou ao Brasil, em 1949, aqui permanecendo até 1956. Ao longo desses sete anos, proferiu conferências e participou da vida científica e cultural da Universidade do Paraná e, especialmente, entre a importante colônia polonesa aqui radicada.
Dois anos após seu retorno à Polônia, faleceu com 88 anos, em sua terra natal. Foi reverenciado em todos os locais por onde passou, tendo sido agraciado pelo Governo Brasileiro, em 1934, com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Em Curitiba foi dado seu nome a uma praça e em Araucária, a um colégio. A Oftalmologia do Paraná iniciou-se, desse modo, através de uma notável figura.
Grandes Pioneiros
Com a saída de Szymanski, Leônidas do Amaral Ferreira, que ocupava o cargo de Docente Substituto, foi eleito Catedrático das Clínicas Oftalmológica e Otorrinolaringológica. Leônidas do Amaral Ferreira nasceu na Lapa, em 28 de janeiro de 1893, e faleceu, em Curitiba, em 28 de julho de 1963. Formado em Medicina em 1916, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendeu tese sobre Acumetria, na qual foi aprovado com distinção. Em 1917 passou a lecionar na Universidade do Paraná como professor de Patologia Geral. Em 1920 assumiu as cadeiras de Oftalmologia e Otorrinolaringologia, sendo que esta última passou a ser regida, em 1925, por seu irmão, Celso do Amaral Ferreira. Leônidas Ferreira foi Catedrático de Oftalmologia, durante 37 anos, até sua aposentadoria, em 1957. Durante este período, o serviço de Oftalmologia funcionou na Santa Casa de Misericórdia, onde Leônidas soube consolidar a especialidade em nosso Estado. Em 1931, com a Reforma do Ensino, a cadeira de Oftalmologia, passou a ser denominada Clínica Oftalmológica. Com Leônidas Ferreira fizeram parte de seu serviço na Santa Casa Saul Chaves (1935), Carlos Alberto Pereira de Oliveira (1940), Rubem Nogueira de França (1945), Arthur Borges Dias (1945), Raquel Rebello (1949), Leônidas do Amaral Ferreira Filho (1951), Francisco de Paula Soares Filho (1953), Egon Armando Krueger (1956).
Cabe ressaltar que, em meados do século XX, iniciou-se uma nova etapa na evolução da Oftalmologia paranaense. Médicos do Estado partiam para Campinas e para o exterior, de onde retornavam com melhor aparelhamento e conhecimentos mais modernos afim de desenvolver, exclusivamente, a especialidade de Oftalmológica. Nesta época Mathias Piechnik Filho, Egon Krueger e James Ross estagiaram em Campinas. Rubem Nogueira de França, depois de um período em São Paulo juntamente com Moysés Lerner, rumou para a Argentina, e Leônidas Ferreira Filho, para a França.
Nos anos 40 eram poucos os que clinicavam no Paraná: Leônidas Ferreira, Carlos Estrella Moreira, Mathias Piechnik Filho, Celso Ferreira, Saul Chaves, Bernardo Pericás, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Arthur Borges Dias, Fernando Simas, Egon Krueger, Julio Garmaller, Laffayette Vianna, Moysés Lerner, Raquel Rebello (esta a primeira médica ortoptista do Paraná), Rubem Nogueira de França, James Ross e João Leite. A estes juntaram-se nos anos 50 Leônidas Ferreira Filho, Francisco de Paula Soares Filho, Luiz Zornig, Nelson Bockmann, Carlos Augusto Moreira, Felizardo Leite Ferreira e Walmyr Peixoto, todos radicados em Curitiba. Em Rio Negro atuava Antonio Saliba, que mais tarde transferiu-se para Ponta Grossa, onde também exerciam a Oftalmologia Paula Xavier e Antonio Chechia. No norte do Paraná, em Londrina, praticava a especialidade Arthur van der Berg.
Durante o segundo governo de Getúlio Vargas, se estabeleceram os Institutos de Aposentadoria e Pensões, sistema previdenciário, que muito contribuiu para dar atendimento de melhor padrão à população. Ainda na década de 50 o IAPC e o IAPETEC montaram consultórios completos e atualizados de Oftalmologia, fazendo com que os médicos particulares se aparelhassem também em suas clínicas. Nessa época os hospitais paranaenses não tinham setores e equipamentos específicos para desempenhar a contento a parte cirúrgica da especialidade. Os médicos possuíam seus materiais cirúrgicos próprios, com os quais tinham muito trabalho, antes e logo após as cirurgias, havendo a necessidade de limpá-los e esterilizá-los pessoalmente, pois não era prudente confiá-los ao manuseio de subalternos. As salas de cirurgia eram bastante diferentes daquelas dos hospitais atuais e era então permitido aos familiares dos pacientes, a serem operados, assistir às cirurgias no próprio recinto ou através da janela envidraçadas.
No tocante ao pioneirismo, cabe também citar aqui o nome de Saly Moreira, primeira médica contactóloga do Paraná, esposa de Carlos Augusto Moreira e mãe de três oftalmologistas: Júnior, Hamilton e Luciane.
Atividade Universitária
Naquela ocasião ainda não haviam residências de Oftalmologia no Brasil e Paula Soares, em 1952, e Carlos Augusto Moreira, em 1956, fizeram residência em Rosário, na República Argentina, onde a especialidade já alcançava níveis melhores e era reconhecida na Europa. Usufruíram de um prêmio universitário, o “Julio Enz”, que lhes permitiu a ida ao país vizinho e, na volta, uma colocação na Universidade Federal do Paraná, como “Auxiliar de Ensino”, propiciando desse modo o início de suas carreiras universitárias.
Dois fatos que contribuíram muito para o desenvolvimento da Oftalmologia paranaense, no início da segunda metade do século XX, foram a inauguração do Hospital de Clínicas e a fundação da Associação Paranaense de Oftalmologia – APO. O Hospital de Clínicas, por se tornar um núcleo de formação de novos especialistas, entusiastas e estudiosos da Oftalmologia e a APO, fundada graça à união de uma plêiade de novos e antigos oftalmologistas, impulsionados pelo idealismo, sobretudo de Leônidas Ferreira Filho. No caso específico da associação, vale lembrar seu destacado papel na realização de congressos, cursos e jornadas, além do intercâmbio com mestres e grandes nomes da Oftalmologia nacional e do exterior.
Em 1957, com a aposentadoria de Leônidas Ferreira, que regera a Cátedra por 37 anos, a direção da Clínica Oftalmológica, passou a ser exercida por Egon Armando Krueger. Nascido em Curitiba, em 1918, Egon Krueger formou-se médico pela Universidade do Paraná, em 1943. Fez especialização em Oftalmologia, no Instituto Penido Burnier, em Campinas. Prestou concurso à Livre Docência em 1951, tendo apresentado a tese “Simulação em Oftalmologia”.
Em 1967 foi nomeado Catedrático, em virtude de dispositivo legal, mantendo-se em exercício até 1976, quando se aposentou. Durante sua chefia na Clínica Oftalmológica, houve a inauguração do Hospital de Clínicas, quando o serviço foi transferido da Santa Casa para suas novas instalações.
Com essa mudança houve uma sensível evolução com os novos equipamentos e melhores condições para os trabalhos da clínica. Novos professores entraram em atividade. Carlos Augusto Moreira (1957), Rubem Nogueira de França (1960), Moysés Lerner (1961), Nelson Bockmann (1965), Paulo Zeller Gruppenmacher (1973). A reforma do ensino superior (Dec. Lei número 53 de 19.11.1966 e 212 de 28.02.1967) veio a resultar na criação do Departamento de Cirurgia, no qual a Clínica Oftalmológica foi incluída, com a designação de Disciplina MC 308, Oftalmologia. Em 1955, Leônidas Ferreira Filho prestou concurso para Livre Docência, defendendo a tese “Peritomia Limbar”. Francisco de Paula Soares Filho, em 1957, apresentou a tese “Da Iridênclise de Holth”, em seu concurso de Professor Livre Docente.
No ano de 1972 fizeram concurso para Professor Assistente Paulo Gruppenmacher e Rubem Nogueira de França. Em 1976 Carlos Augusto Moreira e Paulo Gruppenmacher prestaram concurso à Livre Docência com as teses “Associação de Estrabismo Convergente, Paralisia de Lálero-versão, Diplegia Facial e Escoliose” e “Contribuição ao Estudo da Degeneração Tapeto-retiniana, Tipo Hialina – Amauric”, respectivamente, amboas aprovadas com distinção. Após a aposentadoria de Krueger, em 76, a disciplina passou a ser chefiada em rodízio de um ano por Leônidas Ferreira Filho, Francisco de Paula Soares Filho, Carlos Augusto Moreira e Paulo Z. Gruppenmacher. Posteriormente a direção da Cátedra, com a aposentadoria de Leônidas Ferreira Filho, em 81, e de Paula Soares, em 83, ficou a cargo de Moreira e Gruppenmacher, que se revezaram anualmente.
Humberto Schwartz Filho, em 76, e Nooye Shiokawa, em 79, a princípio como Assistentes e depois como Adjuntos, viriam a completar o quadro de docentes, que nessa época estava muito esvaziado, devido à falta de abertura de concursos e vagas para o magistério superior.
Em 17 de janeiro de 1989 foi criado o Departamento de Oftalmotorrinolaringologia, graças aos esforços do Prof. Lônidas Mocellin que foi o seu primeiro chefe. Foi aberto o concurso público para Titular de Oftalmologia, havendo sido inscritos Carlos Augusto Moreira e seu filho, Carlos Augusto Moreira Júnior, fato inusitado nos anais da universidade Brasileira. As teses defendidas foram “Análise das Condições dos Diabéticos Encaminhadas para Foto-coagulação”, por Carlos Augusto Moreira, e “Utilização de um Novo Perfluoroquímico na Cirurgia Vítreo-retiniana. Estudo Experimental e Clínico”, por Carlos Augusto Moreira Júnior. Ambos foram aprovados com distinção no referido concurso.
Com a abdicação ao cargo Titular por Carlos Augusto Moreira, em 1990, tomou posse do mesmo, Carlos Augusto Moreira Júnior, tornando-se o profissional mais jovem do Brasil a assumir tal título.
Carlos Augusto Moreira Júnior nasceu em Curitiba em 30 de março de 1959, graduou-se em 1981 pela Universidade Federal do Paraná. Em 1982 fez Curso Básico de Oftalmologia, na Stanford University, nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano e no ano seguinte cursou a residência de Oftalmologia da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná. Fez mestrado pela Escola Paulista de Medicina, entre 84 e 86. Foi Fellow da Doheny Eye Foundation, da University Of Southern California, nos anos de 87 e 88. Realizou Doutorado na Escola Paulista de Medicina, nos anos de 87 e 89. Em março de 1991 foi escolhido Chefe do Departamento de Oftalmotorrinolaringologia e, em 1999, eleito Diretor do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, função que até agora exerce. Publicou diversos trabalhos no Brasil, Estados Unidos e Europa, sendo detentor de vários títulos referentes à especialidade oftalmológica.
Hoje o Paraná conta com mais de 500 oftalmologistas. A capacidade técnica e científica desses profissionais, é equiparada a dos maiores centros urbanos brasileiros e internacionais.
Vários grupos se uniram em clínicas e centros diagnósticos, permitindo que a população possa encontrar aqui a solução para seus problemas oftalmológicos, mesmo os mais complexos.
Inúmeros médicos recém-formados do Paraná e de fora procuram as residências de oftalmologia de Curitiba e Londrina para aprendizado e obtenção de Título de Especialista.
Curitiba foi escolhida para sediar os Congressos Brasileiro e de Prevenção da Cegueira e é um centro oftalmológico muito considerado no Brasil e no exterior. Enfim, aquela pequena cidade interiorana e pouco desenvolvida de um estado pobre tornou-se uma metrópole de um estado desenvolvido.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Afonso da Costa I, Correa Lima E. O Ensino da Medicina na Universidade Federal do Paraná. Cap. Clínica Otorrinolaringológica e
Oftalmológica. Pg. 133 |