Médico pode atender paciente via WhatsApp?

Publicado por: WV Comunicação e Marketing em 21/11/2014

A Resolução CFM nº 1958/2010 diz: “a consulta médica compreende a anamnese, o exame físico e a elaboração de hipóteses ou conclusões diagnósticas, solicitação de exames complementares, quando necessários, e prescrição terapêutica como ato médico completo e que pode ser concluído ou não em um único momento”.

O Código de Ética Médica diz ser vedado ao médico “assumir responsabilidade por ato médico que não praticou ou do qual não participou (art. 5º); deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente (art. 32); prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nessas circunstâncias, fazê-lo imediatamente após cessado o impedimento (art. 37); e deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente (art. 87)”.

A Lei 12.842/2013 (Ato Médico), em seu art. 2º, diz que o médico deve agir com o máximo de zelo.

Por estes fatores e mais o entendimento ético que o WhatsApp (e seus similares) não deve ser usado. Muito cuidado com a geração touch, ou seja, aperta o botão para fazer brotar a solução. Agir no impulso e até com boa vontade aproxima do erro.

Pesquisa

12/2015 | Revista Exame | Nove de cada dez médicos do Brasil usa o aplicativo WhatsApp para se comunicar com os pacientes.

A consultoria britânica Cello Health Insight que entrevistou 1.040 médicos em oito países e o resultado foi:

Brasil: 87%; Itália: 61%; China: 50%; Estados Unidos: 4%; Reino Unido: 2%

Tag(s): Notícias

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